Cuidar de idoso : O cuidador e a equipe de saúde / O cuidador e a família

O cuidador e a equipe de saúde / O cuidador e a família

O cuidador e a equipe de saúde
O cuidador e a família 




O cuidador é a pessoa escolhida pela família para cuidar do idoso, quando isto for necessário.  Esta pessoa, em geral sem experiência, assume funções para as quais, muitas vezes, não está preparada. É necessário que a equipe seja sensível ao lidar com os cuidadores. No livro “Você não está sozinho” produzido pela ABRAz,
Nori Graham, Chairman da ADI – Alzheimer Disease International, diz: “uma das maneiras mais importantes de ajudar as pessoa é oferecer informação. As pessoas que possuem informações, estão mais bem preparadas para controlar a situação em que se encontram”.

O ação de cuidar não tipifica o cuidador como um profissional de saúde, logo, o cuidador não deve executar procedimentos técnicos que sejam de competência dos
profissionais de saúde, tais como: aplicações de injeção no músculo ou na veia, curativos complexos, instalação de soro e colocação de sondas, etc.

As funções  que o cuidador irá realizar precisam ser elaboradas em conjunto com os profissionais de saúde e com os familiares. Nesse plano de ação deve ficar evidente para todos as atividades que o cuidador pode e deve desempenhar. É bom escrever as rotinas e quem se responsabiliza pelas tarefas. É importante que a equipe deixe claro ao cuidador que procedimentos ele não pode e não deve fazer, quando chamar os profissionais de saúde, como reconhecer sinais e sintomas de perigo. As ações serão planejadas e executadas de acordo com as necessidades da pessoa a ser cuidada e dos conhecimentos e disponibilidade do cuidador.

A parceria entre os profissionais e os cuidadores deverá possibilitar a sistematização das tarefas a serem realizadas no próprio domicílio, privilegiando-se aquelas relacionadas
à promoção da saúde, à prevenção de incapacidades e à manutenção da capacidade funcional da pessoa cuidada e do seu cuidador, evitando-se assim, na medida do possível,
hospitalização, asilamentos e outras formas de segregação e isolamento.

O cuidador e a família

A carência das instituições sociais no amparo às pessoas que precisam de cuidados faz com que a responsabilidade máxima recaia sobre a família e, mesmo assim, é geralmente sobre um elemento da família.
A doença ou a limitação física em uma pessoa provoca mudanças na vida dos outros membros da família, que têm que fazer alterações nas funções ou no papel de cada um dentro da família, tais como: a filha que passa a cuidar da mãe; a esposa que além de todas as tarefas agora cuida do marido acamado; o marido que tem que assumir as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos, porque a esposa se encontra incapacitada; o irmão que precisa cuidar de outro irmão.Todas essas mudanças podem gerar insegurança e desentendimentos, por isso é importante que a família, o cuidador e a equipe de saúde conversem e planejem as ações do cuidado domiciliar.
Com a finalidade de evitar o estresse, o cansaço e permitir que o cuidador tenha tempo de se autocuidar, é importante que haja a participação de outras pessoas para a realização do cuidado.

A pessoa com limitação física e financeira é a que mais sofre, tendo que depender da ajuda
de outras pessoas, em a geral família, fazendo com que seu poder de decisão fique reduzido,
dificultando o desenvolvimento de outros vínculos com o meio social. Para oferecer uma vida mais
satisfatória, é necessário o trabalho em conjunto entre o Estado, a comunidade e a família.

A implementação de modalidades alternativas de assistência como hospital-dia, centro de convivência, reabilitação ambulatorial, serviços de enfermagem domiciliar, fornecimento de refeições e auxílio técnico e financeiro para adaptações arquitetônicas, reduziria significativamente a demanda por instituições de longa permanência, a família teria um melhor apoio e a pessoa a ser cuidada seria mantida em casa convivendo com seus familiares, mantendo os laços afetivos.

Fonte : MINISTÉRIO DA SAÚDE,
Secretaria de Atenção à Saúde,
Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde

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